Pré-candidato ao Senado, André Moura reúne a imprensa e reforça compromisso com Sergipe

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Em um grande encontro inédito com a imprensa sergipana, o ex-deputado federal, André Moura, se reuniu com dezenas de jornalistas, radialistas e influenciadores digitais de todo o estado, nesta quinta-feira, 15 de janeiro, em clima de união e muita transparência. O secretário de Governo do Rio de Janeiro disse que se prepara para entregar o cargo e focar em Sergipe onde é pré-candidato ao Senado. O encontro ocorreu no Delmar Hotel, na Orla da Atalaia, com direito a almoço de confraternização.

O evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Ricardo Vasconcelos, que foi confirmado como primeiro suplente de André Moura, de familiares do pré-candidato e autoridades, reforçando o caráter político.

A entrevista coletiva foi marcada por diálogo aberto com a imprensa e exposição das diretrizes da pré-candidatura ao Senado.

Durante quase 4 horas, André Moura, respondeu perguntas dos comunicadores e não ‘fugiu da raia’ em nenhum momento. Permaneceu com muita disposição, paciência e, acima de tudo, respeito com a comunicação sergipana sem roteiro, sem pressa e sem filtro.

Em determinado momento, alguém avisou que a turma já estava com fome. A resposta veio simples e simbólica: “Vamos todos almoçar e depois continuamos perguntando. Seria uma falta de respeito deixar alguém sem resposta”. E assim foi. Um gesto que traduz boa vontade, segurança e compromisso em esclarecer, mesmo sabendo que ainda existem dúvidas, questionamentos e até ruídos sobre seu nome.

Em um diálogo aberto e extenso, algo raro na política atual, André Moura encarou tudo de frente, demonstrando tranquilidade, maturidade e uma postura que poucos têm coragem de assumir: ouvir, responder e permanecer.

Gostando ou não, o fato é um só: Sergipe presenciou um momento forte, marcante e que já entra para o registro político do estado.

Durante o encontro, o pré-candidato ao Senado, André Moura, defendeu a abertura de um amplo debate no Congresso Nacional sobre mudanças na legislação penal brasileira, com foco especial em crimes de feminicídio.

Segundo André, os números são alarmantes: somente no ano passado, o Brasil registrou mais de 400 casos de feminicídio, uma média de quatro por dia. Em Sergipe, foram 14 casos, sendo cinco no mês de dezembro. Para ele, o atual modelo de progressão de regime, que trata crimes leves e crimes extremos de forma semelhante, precisa ser revisto.

O ex-deputado afirmou que não é aceitável que autores de crimes tão graves retornem ao convívio social após poucos anos de prisão.

André Moura defendeu que a Constituição, promulgada em 1988 e prestes a completar 40 anos, precisa evoluir e se modernizar, permitindo discussões mais duras para crimes extremos.

Entre os pontos defendidos está a prisão perpétua para crimes de feminicídio, além da revisão das regras de progressão de pena. Ele lembrou ainda sua atuação como relator do projeto que trata da redução da maioridade penal, aprovado na Câmara dos Deputados, mas que segue parado no Senado.

“Não podemos permitir que quem tira a vida de uma mulher, de uma mãe ou de uma avó cumpra uma pena branda e volte rapidamente à sociedade. Esse debate é difícil, mas é necessário”, afirmou André Moura.

Questionado sobre a chapa anunciada pelo governador Fábio Mitidieri, André Moura, defendeu união e negou divergências mas reafirmou que não vota no senador Alessandro Vieira. “Ainda não temos nosso segundo voto ao Senado. Estamos abertos a conversar”.

Sobre o ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, o pré-candidato ao Senado disse estar aberto para conversar e reconheceu um bom trabalho realizado pelo ex-gestor da capital.

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