Sergipe projeta mobilizar mais de 1,5 mil internos para exames do Encceja-PPL e do Enem-PP em 2026

PUBLICIDADE

Inscrições para Encceja-PPL terão início já no mês de julho; equipes de todas as unidades prisionais do Estado serão mobilizadas

A Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc) e a Secretaria de Estado da Educação (Seed) representaram o Estado de Sergipe no encontro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O evento teve como principal objetivo alinhar os procedimentos de adesão, inscrição e operacionalização do Sistema PPL (Pessoas Privadas de Liberdade), além de traçar estratégias para fortalecer a aplicação dos exames em unidades prisionais de todo o país.

A comitiva sergipana no encontro foi composta pela diretora do Núcleo de Reinserção Social da Sejuc, Edjane Marinho e coordenadora educacional da Sejuc, Marli Barreto. Com as diretrizes alinhadas nacionalmente, os preparativos para as provas de 2026 em Sergipe já estão em andamento. A expectativa da Sejuc é que mais de 1.500 pessoas privadas de liberdade participem do Encceja-PPL e do Enem-PP no Estado este ano.

Para a secretária de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor, Viviane Pessoa, a educação é um dos pilares da gestão prisional. “Estamos empenhados em garantir que o acesso ao conhecimento seja uma realidade constante dentro das nossas unidades. A participação nesses exames não é apenas uma prova, é um passo decisivo para a cidadania e para a construção de um novo projeto de vida para cada interno”, informa a secretária.

As inscrições para o Encceja-PPL terão início já no mês de julho. A partir deste período, as equipes de todas as unidades prisionais do Estado serão mobilizadas para garantir as inscrições e o acesso dos custodiados à certificação educacional. Durante a reunião com o Inep foram transmitidas orientações técnicas sobre o cronograma de execução dos exames, o funcionamento do sistema de inscrições e o papel e responsabilidade de cada estado na organização e segurança das aplicações.

A ação é coordenada pelo Núcleo de Reinserção Social da Sejuc. Segundo a diretora Edjane Marinho, a meta é ampliar cada vez mais o alcance do programa. “Nosso trabalho é remover as barreiras que impedem o interno de acreditar em seu potencial. Quando incentivamos a inscrição no Enem e no Encceja, estamos oferecendo uma ponte real para que, ao sair do sistema prisional, eles tenham ferramentas concretas para buscar uma oportunidade no mercado de trabalho ou no ensino superior”, pontua Edjane Marinho.

A participação massiva dos internos nos exames nacionais funciona como uma ferramenta essencial de inclusão e de direitos humanos, abrindo portas para a conclusão da educação básica, ingresso no ensino superior e oferta de novas perspectivas de futuro e reintegração social.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima